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O Blog da Saltita

Desde 2008

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Desde 2008

As Licões de Utoya

Saltita, 30.07.21

 

 

Nesta imagem cabem os nomes dos jovens que perderam a vida na ilha de Utoya no dia 22 de Julho de 2011. Estavam num acampamento e pertenciam ao Partido Trabalhista norueguês. Um homem disfarçado de polícia rumou até à ilha e começou a abatê-los a tiro. Influenciado por ideias de extrema direita achou que tinha o dever de eliminar todos os que estavam a destruir a "pureza racial" da Noruega, sobretudo os muçulmanos que a estavam a "invadir".  

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Porque falo sobre isto? Porque foi na Noruega. Um dos países com melhor qualidade de vida do mundo. Poderia ser em qualquer lugar. Pode voltar a acontecer. Em qualquer lado e sempre que o desespero e a ignorância tomem o lugar da empatia. 

Estoicamente, quatro anos depois, os jovens, entre os quais sobreviventes, voltaram ao acampamento de Utoya e todos os anos continuam a reunir-se para conviver e debater ideias. Não querem viver do medo do que aconteceu. Querem criar uma sociedade onde nunca mais aconteça.

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Acredito que certas ideologias políticas, sobretudo as dos extremos, e algumas formas de associação partidária têm os dias contados.São elas que iludem as pessoas e dão guarida a criminosos. Mesmo que não peguem em armas, matam os sonhos de todos os que querem viver em paz , democracia e prosperidade. Serão substituídas por movimentos cívicos dirigidos por pesssoas que se vão unir de acordo com as suas competências para criar soluções. Uma nova classe de dirigentes que se senta à mesa para resolver problemas reais das pessoas e onde o extremismo não tem lugar porque simplesmente não é solução. 

O que acontece aqui todos os anos é exemplo da coragem, da resiliência e da atitude de co-criação de uma sociedade que se salvará pela educação e pela empatia. 

Estas são as lições de Utoya. 

Saltita.

 

 

 

 

Lugares com História

Saltita, 10.07.21

 

 

Sou apaixonada por viagens. Não pelo prazer de viajar, mas pela descoberta de lugares, sobretudo lugares que guardem histórias. As histórias e as memórias das pessoas que lá viveram. Se a história delas tocou a história do mundo, ainda mais apelativo se torna para mim. Têm sido difíceis estes tempos em que não podemos circular. Mas por que não fazer planos para futuras viagens ? 

Um dia um artista perguntou-me por que razão Maria Antonieta tinha sido decapitada. E, sem esperar a minha resposta, avançou em tom intrépido com um " porque não tinha cabeça!". Soltei um sorriso tímido perante o trocadilho macabro. Anos mais tarde, numa visita a Paris decidi ir a Versalhes e descobri este lugar. Chama-se Hameau de La Reine e foi um local onde a rainha queria viver com simplicidade, como se fosse uma camponesa, longe dos exageros da corte.

Le Hameau de la Reine à Versailles : l'incroyable fantaisie de  Marie-Antoinette - Culturez-vous

 

Parece uma contradição que a rainha considerada a mais fútil de todas, a que exclamou "comam bolos" quando os populares famintos pediam comida junto às grades do palácio, tenha decidido ou pelo menos pensado, em viver como uma pessoa simples. Diabolizada pela sociedade,como tantas,por ser mulher, bonita, sensual e viver rodeada de riquezas. Nascida e educada na exuberante corte austríaca, foi programada para saber ser bonita, saber conversar, rir, comer, dançar, mover-se protocolarmente e cumprir as suas funções de esposa e mãe em troca de uma aliança política com a sua terra natal. Assim foi entregue com tenra idade algures numa fronteira com França. Assim cumpriu as suas funções até lhe serem tirados os filhos dos braços e ter sido julgada sem direito a defesa num tribunal revolucionário por homens que a usaram como trunfo político. Já não era Maria Antonieta. Era apenas a Viúva Capeto, acusada de incesto e de causar todos os males da França. 

Maria Antonieta - biografia, resumo e curiosidades - Toda Matéria

Voltando ao lugar belo que ao contrário do final da história de Maria Antonieta continua belo, o mesmo situa-se nas imediações de Versalhes e é composto por uma casa rústica, um jardim e um lago. No percurso que nos conduz até lá existe uma longa estrada de terra, rodeada de um verde magnífico onde pastam animais.

Um lugar idílico em que submergimos numa energia boa, bucólica e simplesmente bela; quase tão idílica como a vida que teria nascido para viver não fosse o seu destino outro. Diz-se que nas noites de verão ainda se ouvem os risos dos que ali foram felizes e uma dama é visto a atravessar a ponte.  

Tire um dia para visitar o Palácio de Versalhes ( duas horas de comboio a partir de Paris) e perder-se na beleza dos  jardins e nas diversas construções existentes nas imediações incluindo uma jóia chamada Petit Trianon, um presente do rei para a rainha que gostava de flores. Por apenas 27 euros pode comprar online um bilhete, evitando assim as filas, que lhe dá acesso a todos estes lugares especiais. 

Para mais informações visite o site Château de Versailles | Site officiel (chateauversailles.fr)

Bon voyage (assim que possível)! 

Saltita! 

A Sombra

Saltita, 23.02.21

 

 

É preciso olhar a sombra

De frente

A seu tempo

A sombra só existe por causa da luz

Compreender as nossas sombras é entender o caminho para casa

 

Shadow and substance - Sharanagati

Eu agora sou um lugar feliz

Saltita, 21.02.21

 

 

Sentir-me feliz

Uma sensação que percorre o teu corpo, mas vem de um lugar da tua alma que é só luz

Nem sempre estou feliz

Nem sempre fui feliz

Hoje sei que tudo foram consequências das minhas escolhas. As mesmas escolhas que me fizeram errar tinham o propósito de me fazer evoluir.

Não foi magia. Foi alquimia. Não foi um acaso. Foi um sentido. Não foi bonito. 

Para chegar a um lugar de felicidade é preciso limpar a lama e a toxicidade que nos aprisiona. A lama do julgamento, do medo, do ressentimento. É preciso olhar a nudez no espelho e aceitar a imperfeição. É preciso vencer a procastinação. 

Não foi magia. Foi trabalho. Mas agora que sou menos matéria encontro a beleza nas pequenas coisas do caminho. Até o canto de um pássaro que me acompanha ao escrever estas palavras é uma melodia que me devolve a mim mesma. E eu agora sou um lugar feliz. E ao meu lugar regressam pessoas e cirunstâncias de luz. Não estou sozinha na minha evolução. Apenas fiquei sozinha na minha tristeza. A minha alegria é acompanhada. E que bom que é. 

O trabalho nunca está feito, pois é evolução. Continuemos ... 

 

Saltita

Viver o meu propósito

Saltita, 08.02.21

 

 

em tempos só queria ter

em tempos só queria ir

em tempos só me contentava em partir de lugar em lugar

hoje só quero ser

hoje só quero ficar

hoje só quero a partir do meu lugar partilhar tudo com o universo

 

Saltita

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It's time

Saltita, 29.01.21

 

Chegou a hora

 Enquanto estavámos distraídos, isto aconteceu. E não se volta atrás!

 

Saltita

Abraço

Saltita, 27.01.21

 

 

Envio-te um abraço

Estejas onde estiveres

Sejas quem fores

Não quero saber da tua nacionalidade, cor política, género e tudo as outras coisas que nos separam

És um ser humano como eu

E os humanos não são humanos sem emoções

O mundo precisa de um abraço

Toma lá o meu! 

Dia Nacional do Abraço 2020 muda a forma de se cumprimentar – Bernadete  Alves

Saltita

Silêncio, que se faz barulho

Saltita, 25.01.21

 

Está tudo aos gritos

 

No meio da confusão, escolho a quietude

No meio das farpas, opto pela não-agressão

Eu calo-me, observo e tiro as minhas conclusões

O barulho diz-nos mais sobre as pessoas quando o escutamos em silêncio. 

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Saltita

Foto: A peace, de Sofia Orangejam

 

Livro Recomendado : O Sagrado Feminino

Saltita, 24.01.21

 

 

Este livro explora esse lado sensorial da conexão da mulher como elemento cíclico da natureza, como ventre da humanidade. É importante que as mulheres se curem. Elas carregam séculos de culpa, de submissão, de restrição e violência muitas vezes consentida. As memórias genéticas estão marcadas das nossas antepassadas estão marcadas em nós. A elas acrescem as nossas próprias dores, físicas e emocionais. Para curar é preciso lamber as feridas, mas primeiro temos de saber onde elas estão. O nosso corpo fala connosco. É conhecê-lo, aceitá-lo e amá-lo.

ines.jfif

 

Uma útil ferramenta e a sua autora um verdadeiro ser de luz. O mundo precisa tanto de cura e de luz. Para ler com a mente aberta. Só assim se evolui. 

Gratidão, 

Saltita

 

Bom dia com Poesia

Saltita, 23.01.21