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O Clube da Julieta

por Saltita, em 12.02.14

 

Sempre é novidade quando a ficção supera a realidade.

Esta varanda que acusa antiguidade e um romanesco estilo fica algures num beco em Verona, Itália.

É um local de passagem obrigatória para os turistas, especialmente os românticos, os amantes de literatura ou os devotos de Shakespeare.

Verona foi o local do cenário imaginado para ter lugar a maior história de amor de todos os tempos: Romeu e Julieta. E aquela varanda é a de Julieta. Foi ali que o amor proibido começou e parece não ter terminado, pelo menos no imaginário das pessoas que por ali passam.

 

 

 

Recentemente um filme chamado Cartas a Julieta recordou aos meros mortais o local e um pouco desta fantasiosa mística entretanto real. Ou terá sido ao contrário ? O filme aborda uma temática de amores perdidos e a protagonista encontra uma carta escrita por uma jovem Julieta escondida entra as pedras abaixo da janela. A missão é encontrar remetente e destinatário passados 40 anos. É uma ideia bonita e claro está "de filme". Tudo corre pelo melhor e os amantes perdidos lá se econtram, bafejando pela sorte a intermediária que entretanto se enlaça com o neto da remetente, tornando-se ela mesma uma Julieta. 

 

A verdade é que a cidade de Verona já cobra as visitas ao "monumento" onde acorrem pessoas de todo o mundo, deixando as suas mensagens de amor entre as pedras da casa. Também de todo o mundo chegam cartas que são respondidas por um grupo de senhoras a quem foi dado o nome de Clube da Julieta.

 

 

Eu, que de romântica não tenho nada, irei obviamente ponderar o trajecto da próxima visita ao país onde tudo é bom : Itália. Mas pergunto eu: o que passará pela cabeça das pessoas para escreverem cartas a Julieta ou deixarem os seus pedidos em folhas entre pedras? Não é o mesmo de escrever cartas ao Pai Natal? 

 

Lembrei-me da resposta:

 

Saltita, Saltita, estas coisas não passam pela cabeça. São coisas do coração. Tão ridículas como as cartas de amor do outro poeta, tão inocentes como as cartas do Pai Natal mas suficientemente interessantes para inspirar livros, músicas, peças de teatro e até posts em blogues como o teu. 

 

Parece que a magia que move o céu e as estrelas se chama mesmo Amor, mesmo que só exista na nossa imaginação ou ao contrário. 

publicado às 18:57


1 comentário

De Alexandra Sousa a 20.02.2014 às 17:13

Adorei esse filme. E um dia ainda hei-de visitar esse local!

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