Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Charles, the Prince

por Saltita, em 31.03.11

Ambientalista, filantropo, reservado e coerente, o herdeiro do trono Britânico carrega o fardo dos privilegiados, que pode ser bem pesado. Aos revezes da vida, à intromissão na sua vida privada, à diabolização da sua imagem, Charles mostrou mais pelos actos do que pelas palavras que um senhor também comporta a imperfeição de qualquer ser humano. Como não apreciar a sinceridade da confissão pública perante o seu casamento falhado, a afirmação de Camilla era uma parte não-negociável da sua vida, o que no seu "cargo" faz tanto sentido, e a relação com os filhos? Como não recordar o modo como honrou a morte da sua ex-mulher? Foi ele que deu pessoalmente a notícia aos filhos,  foi buscar o corpo de Diana e que caminhou atrás do caixão, juntamente com os filhos, pai e o ex-cunhado.Foi ele que insistiu em quebrar protocolos para que ela tivesse um funeral com honras de Estado. Como não apreciar um homem que defende causas perdidas, tem por passatempos escrever cartas, cuidar do seu jardim e lutou toda a vida, contra tudo e todos e mesmo contra si mesmo, pelo amor da uma mulher com quem acabou por casar 30 anos depois?

Não existem muitos homens assim.

As causas perdidas de Charles acabam por dar fruto.Não por palavras que voam, mas pelos actos que perpetuam.

Esta é a verdadeira nobreza.God Save the King!

publicado às 23:54

Eu, a poesia e o sapinho

por Saltita, em 30.03.11

Resolvi dar um poema ao sapinho no dia Mundial da Poesia. Aqui estou eu.Thanks

 

publicado às 21:21

Don't mess with Saltita

por Saltita, em 30.03.11

 

 

 

Não há nada que eu preze mais que a educação, mas este é um conceito que só faz sentido no âmbito de um contexto racional.

Quando a estupidez mascarada de poderzinho se intromete na sã convivência só me resta pôr a mão na anca. Não costumo tratar mal ninguém, mas não admito que me maltratem e quem o faz normalmente recebe o troco. E assim foi com uma instituição bancária portuguesa cujos buracos nós andamos a tapar e foi isso que ouviram. Deram o dito por não dito e ainda qualificaram a ex-cliente (eu) de, pasme-se, arrogante. Pois vê-se que não conhecem os seus clientes, não os respeitam e disfarçam a incompetência por detrás de galões que perderam. Mal habituados, eles a mandar, nós a obedecer e a ficar caladinhos porque não podemos tratar assim os senhores do dinheiro. Pormenor: o dinheiro é NOSSO! NÓS somos os clientes dos bancos! E chegámos onde chegámos por culpa desta gente mesquinha que quis enriquecer sem trabalho, à custa do trabalho dos outros.Por isso, sem papas da língua disse-lhes (quase) tudo aquilo que deviam ouvir. Aparentemente nunca ninguém o tinha feito. Pois deviam!

publicado às 18:36

True Colors

por Saltita, em 28.03.11

Dizer a verdade sem promessas, pressas ou compromissos.Como se a vida não fosse de tão preto no branco, a preto e branco.

A vida é a cores quando dizemos a verdade. E quem disse que só existem as cores que os nosso olhos vêem?

Quero ver mais além das cores.

Digo a verdade.

publicado às 18:23

As palavras que nunca te direi

por Saltita, em 27.03.11

Poderia ter sido um efeito secundário dos comprimidos para as alergias. Mas não, eu ouvi mesmo o António Barreto dizer que apenas durante a ditadura é que Portugal teve as contas em ordem. Não estava obviamente a defender o antigo regime, mas a tentar provar que a democracia falhou de alguma forma.

 

E não é que o homem tem razão ? Vamos lá pensar porquê...1,2,3 ...oops

 

publicado às 14:44

A troco de nada

por Saltita, em 26.03.11

Acredito na máxima ridendo castigat mores. Mas alturas existem em que temos de falar a sério sem ser a brincar. Vamos então comentar a semana política.

 

Pec 4

 

Tinha a sua razão de existir? Talvez. O problema foi o secretismo que o envolveu e a surpresa que o anunciou. Parece uma facada nas costas que terminou em tiro no pé.

 

O "chumbo" parlamentar

 

Em relação ao Bloco e PCP era de esperar. Quanto ao CDS, que se tem sabiamente mantido à margem, tratou-se de coerência.A questão é o PSD. É dúbio o veredito. Estamos a falar de um partido que tem efectivamente uma proposta que não passa pelas mesmas medidas de austeridade, que não aceitou a "surpesa" PEC4 ou que está com pressa de ir a eleições?

 

A entrevista de Passos Coelho

 

A resposta à última questão poderia estar no modo como Passos Coelho se iria comportar nesta entrevista. Apresentou-se calmo e assertivo. Explicou as polémicas com sensatez e capacidade de argumentação. Não mostrou rancor, exaltação excessiva ou "nós ou nada" que tanto caracteriza Sócrates. Os pontos fortes da entrevista foram:

- as considerações tecidas em relação ao modelo de avaliação dos professores que qualificou como "monstruosidade kafkiana", apresentando uma proposta que passa por uma avaliação em função da autonomia da própria escola e do meio social em que insere;

- o conceito de que a política não se deve restringir a políticos "profissionais", mas obter o contributo dos movimentos cívicos como equipas de trabalho;

- a necessidade de encontrar políticas cuja austeridade não se restrinja a cortar per si nos bolsos nos portugueses, mas em diminuir efectivamente as despesas da máquina estado;

- a justificação do "chumbo" parlamentar pela maneira como as negociações foram feitas nas costas dos portugueses e pelo imperativo de nada justificar que a oposição continue a aprovar mais do mesmo e "andar com o governo ao colo" em nome de uma ideia de "estabilidade" que não existe.

 

Os pontos fracos consistiram no "dourar a pílula" em relação às consequências da intervenção do FMI e à análise das agências de rating ao caso português. Temos o exemplo da Grécia e da Irlanda em que a ajuda que os salvou da bancarrota implicou mais despedimentos, aumento das taxas de juro, cortes nos salários e pensões, o que me leva a acreditar que o PEC4 e as medidas nele proposta eram já uma intervenção mascarada de medida política de salvação nacional socrática para evitar a especulação das agências de rating.

 

Agora

 

Resta-nos fazer das fraquezas forças, e já que a palavra nos vai ser devolvida não fiquemos calados nem apáticos. A troco de nada e acima de tudo...o amor a Portugal.

publicado às 12:34

3 Bs

por Saltita, em 25.03.11

 

 

 

 

 

My timeless preferences.

 

publicado às 22:57

a uma sexta-feira...

por Saltita, em 25.03.11

 O que começou por ser um dia em que acordei mal-disposta (é raro), com as birras do J logo pela manhã e o trânsito de um dia de greve, tornou-se uma agradável surpresa. A crise de meia-idade está lá, mas eu resolvi passar o último dia da semana à minha maneira. E foi assim que depois das aulas, me refugiei na sala vip rosa do mais rosa que há e interrompi o estado da nação para dar umas boas gargalhadas à custa da vida .Lá para o meio da tarde uma boa companhia e um simples gelado de chocolate e caramelo, proporcionaram-me hilariantes momentos de inspiração que me permitiram escrever a conclusão daquele manual chato. E é verdade. Quando sorrimos para a vida, ela sorri para nós e connosco! Thanks, M.

publicado às 19:41

Quando os imortais nos deixam

por Saltita, em 24.03.11

Certas pessoas fazem parte do nosso imaginário porque sempre nos habituámos a elas.Mesmo que o tempo lhes tenha retirado alguns traços ,a sua imagem ecoa no nosso passado feito presente. Foi assim com Artur Agostinho, que disse recentemente que gostaria de ser recordado como um " tipo porreiro da televisão". Mais do que isso, foi um grande profissional da comunicação em Portugal, um exemplo de humildade e simpatia, qualidades que hoje em dia o sucesso e o poderzinho turvam. É assim que o recordo, como um bom homem. Eu e certamente muitos portugueses. Para nós será imortal.

 

Esta semana Elizabeth Taylor, contrariou o destino das estrelas. Não morreu jovem e bela, mas manteve uma aura de originalidade até ao fim da sua longa vida. A menina da Lassie, a melhor Cleopatra do cinema, a jovem dos olhos cor de violeta, o amor da vida de Richard Burton com quem casou duas vezes, a mulher fatal e controversa,dama do Império Britânico, a amiga de Michael Jackson e filantropa, morreu. A sua estrela não nasce agora porque a acompanhou ao longo da vida terrena.Apenas muda para um lugar melhor.

Gosto de pensar que quando partimos desta dimensão terrestre reencontramos todos os que amámos em vida. Eles estão do outro lado à nossa espera, para nos dar um abraço. Sei também que continuamos a morar no coração daqueles que ficam por cá, até nos esquecerem ,ou até se juntarem a nós do outro lado. É uma perspectiva romântica, como tantas outras que tenho, mas tal como essas é uma certeza que trago dentro de mim e da qual não abdico. Fazê-lo seria negar o sentido da própria existência.

publicado às 20:22

Que parvos que eles são...

por Saltita, em 24.03.11

(do blog O Corta-Fitas)

 

publicado às 19:59

Pág. 1/4




Pesquisar

  Pesquisar no Blog



Arquivo

  1. 2015
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2014
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2013
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2012
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2011
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2010
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2009
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2008
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D