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Por supuesto

por Saltita, em 29.06.08

 

Agora é que ninguém os cala! Valha-nos Deus! Tive um fim de semana horriblis. Só me faltava mais esta. Todas as equipas que eu apoio, perdem. Para a próxima, já sei : Espanha desde o início.Olé!

publicado às 22:17

Viva Deutschland !

por Saltita, em 29.06.08

 

 

 

 

 

Não me venham com paternalismos ibéricos! De Espanha "nem bom vento nem bom casamento" e como descendente espiritual da padeira de Aljubarrota vejo-me forçada a torcer pela Alemanha, uma nação tão quase tão sórdida quanto a primeira. Ao que nós chegámos...

Existem vantagens como os monumentos, boa música, desenvolvimento económico e uma língua que sempre me fascinou. Os outros são nossos vizinhos e não foram responsáveis por duas guerras mundiais, mas sempre nos fizeram a vidinha negra. Lá porque estão aqui ao lado, não é por isso que vou torcer por eles.

 Se ganharem vão festejar em Lanzarote e se perderem fiquem mas é caladinhos, porque perderam com a equipa que eliminou Portugal ! Além disso, já tem o Saramago que é uma coisa que não se deseja a ninguém.

 

publicado às 17:35

Alentejo

por Saltita, em 22.06.08

 

 

 

 

A planície é a soberana forma que liga o homem  à mãe  terra. Nos campos do Alentejo,seja ele Alto ou Baixo, sentimos a nostalgia de ser humanos num universo finito.

O cheiro do campo, o ondular das searas, as cores sempre novas numa paisagem imóvel, ligam o coração mais duro à vontade de ser eterno. Por isso ficamos ou voltamos sempre ao Alentejo. Voltar, nem que seja por umas horas, liga-nos à nossa própria intemporalidade num local onde o tempo não tem pressa de passar, onde  tudo tem um cheiro, um calor e um sabor mais intensos.

Muitos já escreveram e pintaram o Alentejo. Mas essa é uma tarefa inglória. Estático , mas sempre em mutação é díficil captar a sua essência. Só  o cantar alentejano, vibrante e profundo, parece ser capaz de transportar a alma do povo alentejano como uma oração.

 

Para mim é lugar de eternos retornos, memórias e saudades sem dor. Por isso volto sempre, nem que seja para fazer o tempo durar

publicado às 00:20

Adeus às armas

por Saltita, em 21.06.08

 

 

 

 

 

 

Estou triste, confesso. Mais uma vez morremos na praia, mas desta vez ainda mais longe da costa do que em 2006.

Estou triste porque perdemos mais um sonho, mas estou mais ainda pela razão que subjaz à derrota. A ambição que nos trouxe foi a mesma que nos derrubou. Começámos a perder no dia em que as preocupações se centraram no futuro em clubes de alguns e não na selecção de todos nós. Foi nesse dia e não hoje que perdemos tudo.

Espero que no futuro, se ainda houver coragem para repetir a força de acreditar, o futuro nos dê mais do que ambição, a humildade para ser um verdadeiro vencedor.

publicado às 19:14

Ireland, my Island

por Saltita, em 15.06.08

 

 

 

 

 

Que eles eram um povo indomável cujas raízes celtas se fizeram sentir também nos indomáveis lusitanos (Júlio Cesar dizia : " Há nos confins da Ibéria um povo que não se domina, nem se deixa dominar"), eu já sabia.Mas esta estalada sem mãos na UE, foi a gota de água !

 

Parabéns ao povo irlandês que demonstrou um sentido de liberdade superior às convenções federalistas de união feita em gabinetes. No fundo, a Irlanda já viveu tempo suficiente para saber o custo da  paz obtida pela subserviência. Uma ilha dividida em duas e séculos de opressão nas mãos dos ingleses serviram de lição.

 

Se da Escócia temos o William Wallace, não esquecerei o seu companheiro (pelo menos no filme)- Um irlandês que falava com Deus, como qualquer Irlandês que se preze, e dizia que a Irlanda era dele " Ireland, my island. It's mine !" Foi um momento hilariante, que sendo ou não verdadeiro, representa o espírito irlandês: saudosista, ébrio e musical (isso agora lembra-me um povo do sul da Europa que a tudo isto junta o futebol) e que sabe muito bem quanto vale o chão que pisa.

 

Apenas os povos que conquistaram pela vontade colectiva o chão que de direito lhes pertence se podem chamar livres. Isso não se aprende  nos corredores do Parlamento Europeu, mas apenas na terra à qual chamamos nossa.

publicado às 11:03

Um momento eterno

por Saltita, em 14.06.08

 

Samuel Johnson um dia escreveu uma frase que resume a minha relação com a cidade de Londres : " When a man is tired of London, he is tired of  life", ou seja, quando nos cansamos de Londres, estamos fartos da vida. Londres é uma cidade bela e majestosa onde vale a pena voltar sempre. No entanto, um dos momentos mais mágicos que já vivi não teve lugar em terras britânicas, mas na sua secular rival - Paris.

 

Não sei como consegui um tempo e lugar num Bateau Mouche em que rodeada de turistas percorri o Sena num final de tarde. O céu cor de baunilha deu lugar à noite na cidade luz. .A cada passagem por baixo da ponte parecia estar a entrar num momento diferente da história; a cada  monumento uma época com diferentes e conhecidos personagens; a cada margem uma tela diferente ( as pessoas dançam nas margens como se a guerra tivesse acabado ontem). De repente parecia que estava num filme e todas as coisas importantes se tivessem passado naquele rio. Já percebi porque é que tanta gente famosa morre em Paris- é o sítio onde a eternidade se entranha na pele e percebemos que apesar de sermos mortais, os locais guardam a memória dos que já partiram- Da Vinci, Napoleão, Diana de Gales, Oscar Wilde e Jim Morrison.

 

Mas não é tétrica nem nostálgica a Paris daquela noite, é uma orquestra de luz e um hino à vida. Dei por mim a olhar para uma Torre Eiffel iluminada e uma Estátua da Liberdade como uma criança olha para o Palácio da Cinderela.

 

Se tivesse de fechar os olhos para sempre, que fosse assim ... a contemplar a beleza de Paris numa noite de Verão.

 

 

 

 

 

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publicado às 22:44

Antes e Depois

por Saltita, em 14.06.08

Tive de olhar duas vezes, mas são mesmo eles. Há coisas que mudam... para pior! Para quem não reconhecer o careca era o da bateria! Parece que foram electrocutados. Agora é que é mesmo the Final Countdown! Baaahhhh

 

Pois eles eram assim ...

 

 

 

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publicado às 19:27

TODOS COM PORTUGAL

por Saltita, em 14.06.08

Este miúdo tem garra !

publicado às 18:58

If you jump I jump, remember ?

por Saltita, em 14.06.08

Este blog serve para escrever as coisas que me vão na alma, para partilhar as coisas do dia a dia e para me obrigar a pensar. Quem me conhece sabe que sou uma mulher de paixões intensas, imensas e quase sempre duradouras. Uma delas é o cinema e aí vamos falar sobre muita coisa.

Tal como a música existem filmes que marcam as nossas vidas. Uns são mais para pensar, outros para rir e depois há os outros- os que nos fazem “acordar”. E aí encontramos o Titanic. Um filme sobre um barco que se afundou em 1919 não seria importante para tanta gente se não estivessemos dentro do barco quando ele foi ao fundo. Fomos lá parar pela mão do James Cameron, mas quem nos prendeu foi a história de amor entre uma rapariga chamada Rose e o seu Jack. Esse foi o amor que nos fez afundar com o barco, vir ao de cima e cumprir a nossa promesa. Podíamos ter saído num dos botes, adormecido na cadeira do cinema, mas não. Preferimos ficar e ver que na tela do cinema e nas nossas vidas banais a força do amor é sempre o que de mais importante encontramos na vida, mesmo que na vida não encontremos um amor assim.

Mais do que o amor entre duas pessoas, o filme apela-nos a amar a vida intensamente, em cada  minuto e a cumprir a promessa de continuar sempre felizes apesar das nossas circunstâncias. Mas para isso temos de arriscar. Temos de ser estúpidos.

Não sei se a vida nos recompensa. Não posso ter a certeza, mas um dia escreverei sobre isso. É uma promessa: If you jump I jump, remember ?

 

publicado às 16:58

olhó Jon

por Saltita, em 14.06.08

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Apareceu à hora prevista com um sorriso maior do que o mundo e um olhar com o brilho do mar num dia de Verão. Lá estavamos nós como prometido há muitos anos atrás. Naquele momento deixámos de lado os tijolos que carregamos todos os dias para construir a casa das nossas vidas e fomos “teens” outra vez. Aquela noite foi só nossa! E que noite foi...

Entoámos a plenos pulmões as músicas das nossas vidas. Os primeiros amores, os últimos, as despedidas, as amizades  e os reencontros que nunca aconteceram estão todos lá naquelas canções. Percebi que afinal não estou só. Pelo menos naquela noite estavam lá 75.000 como eu. Homens e mulheres que gostam de música a sério e que fazem daquelas letras hinos de uma vida. Todos somos o Tommy e a Gina, todos  sonhámos em qualquer altura  ser a pessoa em Bed of  Roses e todos sabemos o que significa “Always”.

Excelente música, qualidade de som, presença em palco e profissionalismo. Os 13 anos depois de Alvalade compensaram a espera. E como eles não são uma banda qualquer trouxeram vestida a camisola da nossa selecção para histeria colectiva. Essa deu mesmo cabo de mim! Foi a loucura total.

Como a mão no coração, um sorriso e um olhar ainda com mais brilho lá foram eles duas horas depois. Eu fiquei satisfeita e, mais que isso, feliz por saber que vale sempre a pena gostar a sério daquilo que se gosta. Estarei sempre pronta para mais um concerto destes. Nem que seja de cajado e cheia de artroses não deixarei de os saudar como da 1ª vez : olhó John!

 

publicado às 13:19

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