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Coisas em que acredito

por Saltita, em 19.05.15

Preservar é defender a alma do ataque da matéria e da animalidade. Deixadas sozinhas, as coisas amarelecem, apodrecem e morrem. Não há nada mais fácil do que esquecer o que já não existe. Começar do zero, ao contrário do que sempre pretenderam todos os revolucionários do mundo, é gratuito. Faz com que não seja preciso estudar, aprender, respeitar, absorver, continuar. Criar é fácil. As obras de arte criam-se como as galinhas. O difícil é continuar.

 

Miguel Esteves Cardoso, in 'As Minhas Aventuras na República Portuguesa'

publicado às 21:59

As coisas que contam

por Saltita, em 19.05.15

path

Promessas que fazemos a nós mesmos

(as que podemos não cumprir)

saudades de coisas que não podemos mudar

memórias que nunca aconteceram

os poemas que esquecemos numa gaveta

no lugar onde não deveríamos estar

as mãos dadas

os abraços que ainda vamos dar

 

que nada a vida nos proiba

se o coração consente

são as coisas que contam que definem caminhos

e nesses somos sempre nós sozinhos

 

nós e os poemas, as saudades e as memórias

 

que sejamos inteiros

nas coisas que contam

nos erros e nas certezas nas mãos e abraços soltos

 

e que vida nos consinta um bom regressar

 

publicado às 18:22

O (des) acordo ortográfico

por Saltita, em 13.05.15

acordo

Eu sou do tempo em que se os alunos levavam reguadas se não escrevessem bem. Agora, no tempo em que os pais e alunos batem nos professores, dizem-me que tenho de escrever de outra maneira.

Até o poderia fazer se alguma coisa fizesse sentido no Novo Acordo Ortográfico. A começar pelo conceito em si. Supõe-se que num acordo se verifiquem cedências das partes envolvidas. Ao que parece o objectivo seria unificar a grafia da língua portuguesa aquém e além-mar. O resultado foi um desastre. Os brasileiros não podiam estar menos preocupados com o assunto. A verdade é que no português do Brasil poucas coisas mudam. Angola e Moçambique não ratificaram o documento. E nós, fomos os primeiros e quiça os únicos a fazer mudanças que não melhoram nem auxiliam a compreensão da nossa língua escrita. Que acordo é este?

De acordo com Ivo Miguel Barroso, professor da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa,a aplicação deste acordo é inconstitucional: “O AO 90 tem inúmeras fragilidades. 'Electrónica e Electrotecnia' pode ser escrito de 32 formas diferentes sem violar o AO, o que contraria o próprio conceito de ortografia”. E dá um exemplo: “Por vezes, o AO escolhe as formas que se usam menos no Brasil. Na maior parte do território português diz-se 'perspectiva', mas com o acordo deverá escrever-se 'prespetiva', pelo que estamos a afastar-nos do próprio português que é praticado no Brasil”.

Miguel Sousa Tavares falou em em dia deprimente de traição à pátria. Não posso estar mais de acordo. A nossa pátria é a língua portuguesa.Deixámos que um bando de sem-rosto, sem-terra e sem-memória mande nesta língua e nesta terra mais do que nós. Mais que traição, cobardia.

Eu não vou usar este acordo.

 

publicado às 21:52

A Lisboa

por Saltita, em 12.05.15

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Gostava de te ver como se vê algo pela primeira vez. Com a curiosidade do primeiro momento.

Talvez assim te encontrasse e te amasse como deve ser.

Pareces uma jóia à espera de ser encontrada.

Aqueles que mais acolhes, são os que menos te conhecem.

Mereces que venham doutros portos, novos olhares. Para que te cantem, te pintem, te recordem sempre de novo.

Um dia, faço-te uma surpresa.

 

 

publicado às 18:47

Um dia destes

por Saltita, em 12.05.15

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 Um dia destes improviso. Saio de casa de manhã sem me preocupar com o que vesti, se tenho maquilhagem ou se desliguei a luz do corredor.

Um dia destes saio de casa mas não vou para onde costumo ir

Um dia destes perco-me e começo a andar por aí sem destino.

Depois lembro-me que não tenho nada planeado contigo. Sei que não sabes de mim.

Sei que te perguntas onde estarei.

Um dia destes saio sem te dizer nada.

Depois lembro-me que não te posso mostrar o que estou a ver. Até te posso contar, mas não ias achar graça.

Rio-me sozinha das patetices das pessoas que passam,

Só o meu olhar regista a imagem de um sol a subir.

O mar não fala comigo. Limita-se a dormir aos meus pés. E eu fico ali com ele a tentar ouvir quem sou.

Entro em casas onde o silêncio predomina. Que belas as cores, as formas, as histórias.

Só eu as vejo, as sinto e as oiço.

Percorro as ruas da cidade e tiro fotografias a tudo o que existe. Sabes, como eu sou. Sorrio só de pensar no teu sorriso se me visses fotografar ...uma pedra.

A fome aperta e a mesa do canto é sempre minha.

O vazio à minha frente domina qualquer pensamento.

Depois percebi que nada faz sentido sem ti. E voltei para casa.

 

publicado às 18:31

A Irina

por Saltita, em 12.05.15

A Irina não é feia. A Irina não é parva.

A Irina...

bem...

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publicado às 18:20

As coisas que ando a ver

por Saltita, em 12.05.15

Por acaso estão concentradas em apenas dois dias da semana,mas não se pode perder!

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publicado às 18:13

Countdown!

por Saltita, em 07.05.15

 

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publicado às 23:33

Tudo Incluído

por Saltita, em 07.05.15

Quero!

 

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publicado às 22:40

Lugar Cativo

por Saltita, em 06.05.15

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Pessoas com quem ouves a mesma música

Pessoas que te conhecem pelo olhar

Pessoas que lêem os silêncios e silenciam os teus gritos.

Pessoas que te abraçam

Pessoas que te perdoam

Pessoas que não se importam se cometes erros

Pessoas com quem ris das mesmas coisas

Pessoas que te apreciam e valorizam

Pessoas que estão lá quando todos se foram embora ou nem chegaram a aparecer

Pessoas a quem sabes que podes ligar às 4 da manhã

Pessoas que vêem em ti coisas para as quais te esqueces de olhar

Pessoas com que farias uma viagem

Pessoas por quem farias uma viagem

Pessoas que estão lá mesmo quando a distância não as deixa ver

 

São essas pessoas das quais te deves rodear. Essas são as pessoas amigas.

Merecem um lugar cativo no teu coração.

O coração tem lugares que não podem permanecer vazios.

Saltita

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publicado às 11:53



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